A Pessoa
  O Agrônomo
  O Santeiro
   
   
   
   

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O nosso intuito é mostrar um pouco do nosso trabalho.

Caso deseje, CLIQUE AQUI e assista a uma reportagem feita pelo NE TV, um noticiário local da Rede Globo Nordeste. (Tempo: 4,19min ; Tamanho:10,8Mb)

 
 

A Pessoa

Pernambucano de nascimento, mas com sangue árabe nas veias por conta da descendência paterna e materna, Elias Sultanum é uma pessoa de hábitos simples. Vive num grande sobrado na Cidade Alta de Olinda-PE, onde recebe a todos, sem distinção de raça, cor ou situação social, com o mesmo tratamento humano, gentileza e educação indescritíveis.

Elias é formado em Agronomia, e é dono de uma cultura invejável em várias áreas de conhecimento: história de Pernambuco e do Brasil, arte, música erudita, ritmos pernambucanos, etc..

Adora o frevo e as orquestras de Olinda, que acompanham as Troças Carnavalescas (blocos de carnaval), as quais assiste entusiasmado de sua varanda, ano após ano, durante o carnaval.

Sempre trajando roupas brancas (e às vezes tons bem claros), hoje, “Elias Santeiro” vive, ao lado de sua equipe, fazendo o que mais gosta, criando e restaurando imagens de santas e santos em estilo barroco. Um antigo hobbie que cultiva desde a época em que era Agrônomo.

 

O Agrônomo

Agrônomo por formação, Elias Sultanum concentrou suas atividades na resolução dos problemas nutricionais da cana-de-açúcar, onde é considerado por todos os que o conhecem, como uma sumidade no assunto em nível nacional.

Durante o tempo em que exerceu sua profissão, publicou diversos artigos e trabalhou dando consultoria a órgãos governamentais e a inúmeras Usinas em diversas regiões do Brasil.

Em 1975, numa iniciativa pioneira no País, apoiado por amigos e Usinas para as quais trabalhava, Elias Sultanum montou um laboratório próprio, com tecnologia de ponta e equipamentos ultra-modernos, denominado “Laboratório de Diagnose Foliar da Cana-de-açúcar”. Neste laboratório foram realizadas, juntamente com sua equipe, importantes experiências que foram traduzidas na recuperação de solos considerados imprestáveis ao cultivo da cana-de-açúcar no Nordeste e demais regiões brasileiras.

 

O Santeiro

Ao tempo em que se consolidava como conceituado agrônomo, Elias tinha, em suas horas livres, um hobbie interessante: criar réplicas de santos barrocos. Em seu laboratório de solos foram expostas as primeiras imagens. Aos poucos, familiares e amigos foram vendo, gostando e “tentando comprar” aquelas belas criações que foram se espalhando por seu laboratório, por sua residência, pela casa de seus pais, irmãs e amigos. E assim começou o hobbie ou trabalho, que ele mais gosta de fazer.

No início as peças eram entalhadas num único bloco de madeira bruta, que aos poucos ia ganhando recortes, formas, mantos, roupas, mãos, pés, rosto, feições, olhos e olhares, pintura, amor e alma!

Atualmente os santos são criados pelo artista com uma técnica própria, onde a tora de madeira foi substituída por uma espécie de “madeira sintética”, produzida com madeira, pó-de-serra e agregantes, que juntos dão ao produto final o peso, a cor e o som da própria madeira. No entanto, cada peça produzida hoje ainda possui a mesma dedicação, o mesmo amor e a mesma alma das suas primeiras criações.

 
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